Formação assume o comando em Alvalade

No dia 22 de novembro de 2025, o AC Marinhense fez história ao disputar a 4.ª eliminatória da Taça de Portugal frente ao Sporting CP, no Estádio José Alvalade. Mas, além do simbolismo do jogo, este encontro foi marcante também pela composição da equipa técnica: depois da suspensão preventiva de Rui Sacramento, os treinadores da formação assumiram de forma interina o banco da equipa principal com profissionalismo e ambição.

À frente do plantel esteve Renato Sousa, técnico dos Sub-19, que aos 36 anos teve a sua estreia no comando da equipa sénior. Junto dele, subiram também os adjuntos de formação — Marco Costa, Afonso Carmo e João Órfão (Sub 19), Luís Neto (Sub 17), José Olival (Sub 15), Diogo Gomes (Sub 15), Alexandre Carvalho (treinador de guarda-redes da formação).

Uma aposta no projeto formativo

A opção por confiar a equipa principal a quem vive diariamente a formação revela a convicção do clube no seu projeto de base: a estrutura de formação do AC Marinhense não serve apenas para revelar talentos, mas também para formar técnicos com capacidade de transpor a filosofia alvinegra para os escalões mais elevados. Como referiu Renato Sousa na véspera do jogo, “tínhamos um grupo motivado, focado e era uma oportunidade única para demonstrarmos o valor da formação.”

Apesar da derrota (3-0), a exibição do Marinhense em Alvalade ficou marcada pela organização defensiva, pela entrega e pela disciplina tática — traços que refletem bem o trabalho contínuo das camadas jovens. Segundo Renato Sousa, os jogadores responderam ao desafio de forma exemplar e mostraram que estavam preparados para representar o clube com dignidade.

Um momento simbólico para todos

Para os treinadores da formação, este jogo representou mais do que um compromisso tático: foi a concretização de um sonho — levar o método e os valores do clube até ao palco máximo do futebol português. Para o AC Marinhense, servir de ponte entre formação e equipa principal nunca foi apenas um discurso: é uma aposta real, e este episódio em Alvalade reforça essa identidade.

Com esta aposta, o clube reafirma o compromisso com a sua base: acreditar no trabalho local, investir no futuro e mostrar que o caminho pelo qual sempre apostou — formação, identidade, comunidade — continua firme. A todos os técnicos que nesse dia vestiram o fato de treinador da equipa principal, os parabéns pela coragem, pelo profissionalismo e por honrarem o emblema alvinegro.

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